Cortázar e O Jogo do Mundo – Rayuela

 
Finalmente e após uma clamorosa lacuna editorial que parece ter durado 45 anos, alguém se dignou a publicar um dos mais importantes romances da literatura latino-americana (e segundo muitos, do mundo). Não sei se alguma vez terá saído por aí nas estantes lusas, mas posso afiançar que há umas boas dezenas de anos que quem o quisesse ler teria de o fazer no castelhano original (uma vez, num alfarrabista, encontrei uma curiosa edição brasileira). Não mais!
 
Rayuela, segundo os críticos já que nunca o lí, é um romance experimental – algo que há partida afasta muitos leitores – e um calhamaço imponente – o que até afasta outros, mas a sua importância para a literatura parece estar bem formada, pelo que é de ir a correr comprar isto antes que esgote de uma vez por todas.
 
Cortázar foi um escritor e uma pessoa interessante. Contactei-o através de alguns dos seus magistrais contos e de um ou outro ensaio mais ou menos inspirados, para deles sempre sair diferente. Foi sem dúvida alguém assombrado pelo fantástico na vida e pela literatura, algo que, como podem calcular, me desperta particularmente o interesse. 
Desde que um amigo me mencionou este livro, com uma curiosidade apaixonada, há uns dois anos, que o namorei muitas vezes naquela edição pequenina e negra da Alianza Editorial…mas nunca dei vazão à vontade de o comprar pois sabia de antemão que a leitura das pequeninas fontes  e compactadas linhas me tornariam a leitura em castelhano num suplício de cansaço. De forma que agora sim poderei lê-lo! E em português de portugal! Happiness abounds…
 
O título "O Jogo do Mundo" não me parece mau e sem dúvida melhor que o literal e talvez risível O Jogo da Macaca. Já quanto a dar o espaço de Prefácio a José Luis Peixoto, provou ser desaconselhável: não por culpa do escritor mas porque realmente nada diz de especial que justifique a sua presença em tal espaço; ou seja, era perfeitamente dispensável por inóquo. Suponho que a culpa disto terá sido de qualquer exdrúxula preocupação de marketing (Ah e tal, dizêmos-lhe para fazer umas linhazitas já que é um best-seller na berra…). Mas um livro destes, com um autor destes, merecia incomensuravelmente mais. Com sorte haverá posteriores edições e novos prefácios ou introduções ou notas ou "lo que sea".
 
Entretanto, e para os curiosos, podem baixar um excerto do livro neste link da editora, a Cavalo de Ferro, que está de parabéns pelo esforço.
 
 
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Obrigado aos amigos deste espaço pelas correções que se revelaram necessárias a este post. Não foram exaustivas, mas foram apreciadas.
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