FC Portuguesa – artigos, opiniões, e coisitas em geral

É sempre bom ver artigos na imprensa generalista sobre a Ficção Científica, em especial quando se debruçam sobre a de origem portuguesa, como é o caso daquele que se pode encontrar na Revista Tabu do semanário Sol. No entanto, não há forma de gostar do cheirinho a guetização e miserabilismo que de lá emana. A fuga, meus caros, tem de ser sempre em frente, nunca para trás em direcção a esse fabulástico sítio onde a burra faz o seu serviço. É que se bem que a FC portuguesa não esteja nos píncaros, também não está morta. E com alguns bons indícios de continuar e prosperar. Não de somenos, o de haver publicações que começam a estar receptivas à temática, algo que até há muito pouco não era muito pensável ou sequer exequível.

Por mim falo, que lendo as submissões para a revista Bang! fico sempre contente quando vejo que ainda aparecem contos de temática especulativa. Não é limitativo, nem pouco mais ou menos, visto que a Bang! acarinha todos os géneros do Fantástico, mas pelo menos podem ter a certeza de que a FC não é lá persona non grata. O signo sob o qual se faz ou compõe uma revista é a do equilíbrio, e pensando nisso, um bom conto de FC tem sempre lugar. E de Horror. E de Fantasia. Etc., etc.

Também por várias vezes já referi o pobre estado de alguns aspectos da FC Nacional, mas não é momento para carpir mágoas. É momento de fazer coisas, aproveitar os embalos que se delineiam no horizonte e ao lado. Apostar na qualidade e na quantidade. Como for possível, e com todas as ajudinhas que por aí apareçam. Principalmente, é altura de escrever, de não guardar as coisas na gaveta, e de encontrar e apoiar novas iniciativas.

Eu faço a minha parte. Se houver mais gente, que dêem o passinho. Vão ver que não custa muito. E a FC portuguesa agradece.

Anúncios

5 responses to “FC Portuguesa – artigos, opiniões, e coisitas em geral

  1. É preciso que se diga que o jornalista já vinha preparado para falar da fc em termos de derrota (porque é que o Nobel nunca premiou escritores de fc, porque é que as mulheres não lêem fc, porque é que o público em geral não adere à fc, porque é que a fc é do domínio de geeks eremitas, etc.), e de todas as minhas respostas apenas citou as frases mais negativas.

  2. Concordo plenamente com a opinião do co-editor da Bang. Não é a altura para carpir mágoas. Nunca foi tão fácil como hoje de tornar as nossas personagens, Universos e histórias conhecidas do grande público. Tudo o que é preciso é uma boa imaginação, algum talento para contar histórias e muita disciplina, força de vontade e empreendedorismo para levar a nossa criação, seja ela FC, Fantasia ou Terror até ao público.A tecnologia e os meios estão aí à disposição dos autores, eles só têm que saber utilizá-los.Graças a eles que consegui lançar-me na carreira de contador de histórias, no meu caso, Banda Desenhada nas áreas do Terror e Ficção-Científica.Se alguém como eu consegue, então qualquer um consegue. Não é complicado e até dá muito prazer.Boa inspiração, caros colegas. 😉

  3. "Nunca foi tão fácil como hoje" é uma expressão forte, Rui. Com uma boa dose de verdade, mas que também não tem em conta o panorama geral. Por exemplo, as dificuldades de sempre no mundo da publicação. É mais fácil na medida em que os equipamentos de produção estão mais democratizados (conceptual e fisicamente), e na situação de termos um mercado com mais editoras e mais leitores… mas os problemas dos escritores são os de sempre, acrescidos do fenómeno concorrencial, hoje sem par com épocas anteriores. Bom, isto é tema com pano para mangas e um dia provavelmente discorrerei sobre isso em post próprio.Entretanto, obrigado pelo contributo 🙂

  4. Caro óbvio sem nome 😀 :Eu até gostei de certos aspectos do artigo (ok, confesso, os puramente formais – imagem, espaço consagrado, exposição dos autores e de algumas obras). Mas como digo no post, é pena estes resquícios estadonovistas que ainda nos consomem. Quanto aos pre-conceitos da artlharia jornalistica, é algo a que infelizmente toda a gente, e não só entre as comunidades do Fantástico, está habituada. Tudo bem que não se saiba de um assunto sobre o qual se vai fazer um trabalho, mas nunca se pode partir para ele como quem vai buscar o correio aos CTT, de pantufas e roupão, esquecendo-se de que afinal se tem de passar na rua… Há formas de minimizar o desconhecimento, como o não ter atitudes dessas e simplesmente perguntar/verificar. Costumo dizer, muitas vezes, que pecado não é não saber: é não querer saber. Pelo menos quando nos debruçamos sobre que tema for. A honestidade da opinião é sempre valiosa, e a informação, quanto mais esmiuçada (lol), uma eterna mais valia. Porém, a atitute é típica de um país que ainda não está à vontade com a liberdade de informação num mundo onde esta super-abunda. Gosto muito do meu paísinho, porém este é um pecadilho à solta. Como dizia o MEC, é o PQT, o país que temos, apesar de o pior ser que este tipo de atitude se estende a todas áreas…

  5. É sempre bom que apareçam artigos sobre a FC portuguesa, sobretudo se em publicações deste tipo. É contudo indesculpável tanta ignorância na abordagem. Estamos perante jornalistas que não se incomodam a pesquisar sobre o que vão escrever. Parece que mais uma vez a máxima: "uma mentira muitas vezes repetida, transforma-se em verdade", mais uma vez surtiu efeito.Álvaro Holstein

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s