McShading

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O último volume de McShade publicado em vida por Dinis Machado começa mais fraco que os anteriores mas termina ao mesmo nivel. Este Maynard explica-se mais, mas continua a pontilhar-nos com insinuações escuras e opiniões duplas, tudo com o único comentário noir e português possível. Pois.

Há um bar onde os habituais se tomam por figuras literárias. Há nazis e cornudos, crimes e dinheiro à solta. Fala-se e ouvem-se versões de Aranjuez. Há whisky e leite, navalhas e pistolas. Entre mortos e feridos, Maynard lá escapa, mais ou menos incólume e com o “caso” resolvido. De uma estranha forma, a sua Nova Iorque parece-nos Lisboa. Pois.

Curioso é que entre Zola e Baudelaire, Maynard lá refere Bradbury. O Ray e não o Malcolm. E a leitura fica-me com um cheirinho a zeitgeist.

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