Mudar de filme

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… e enquanto a economia vai pelo ralo e o país está a arder por combustão eternamente espontânea, a não-notícia que hoje mais tinta faz correr é a de Ben Affleck ter sido escolhido para interpretar o papel de Batman num filme ainda por fazer e que só está planeado chegar às salas lá para 2015.

A casa quase vem abaixo com a quantidade de gente que se afirma contra a escolha e vociferando cobras e lagartos, porventura em pura descompensação neurológica pelo facto de já estar tudo farto de dizer mal da classe política no geral e do governo em particular, sem conseguir resultados satisfatórios. Que mal virá ao planeta e às pegadas ecológicas  por Affleck ter sido escolhido como o meractriz de serviço ao cavaleiro das sombras, um papel mais rodado que a reputação de Catarina da Rússia, é coisa que me escapa em absoluto.

Como de costume, não aprecio muito o desporto nacional de bater no ceguinho, pelo que gosto de me meter na pele dos visados e tentar outros pontos de vista. E de facto, que raio, se quando Ben fez de Demolidor a coisa cinéfila não correu lá muito bem, o certo é que por causa disso ele arrebanhou a Jennifer Gardner. Como motivação, não me parece nada má onda. Certo-certo é que o casting é daquelas coisas que só se confirmam na visualização do produto final. Como por exemplo vermos que funcionou no RPG que está quase a estrear nas salas e que tive a oportunidade de confirmar na antestreia. Da Soraia Chaves ao Rutger Hauer, passando pelo Pedro Granger, portaram-se todos bem (o que para um filme português, como sabemos, é um feito). E depois, nisto de prognósticos quanto à performance, meus amigos, já sabemos que só batem certo no final do jogo – goste-se ou não, o Ben Affleck leva gente ao cinema, por muito que as vozes bem-pensantes não o queiram, por isso deixem-no lá em paz.

Mais preocupante é o erro de casting notório na equipa de governação do país, cuja performance estamos a sofrer no lombo e na pele ou nas equipas autárquicas que ameaçam levar o populismo barato a níveis novecentistas. Isso sim, é bom motivo para levar o sangue às guelras. É que o filme que estamos a precisar é completamente outro.

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