Prémio Hugo 2013 – Ken Liu

Ainda não li os outros nomeados para o prémio Hugo deste ano, mas este Mono no ware de Ken Liu é um conto maravilhoso. 

Entre outras coisas, trata da história do último japonês no espaço e é uma re-escrita do velho tema da inexorabilidade da ciência, da frieza da natureza em face do coração humano, tal como já tinha sido feito em The Cold Equations de Tom Godwin. Pode dizer-se que é mesmo uma resposta ou reacção a esta história, o que Liu faz de forma brilhante. A meu ver, o conto de Liu dá-nos respostas que o de Godwin não conseguia dar: o que vale na humanidade é ser ela própria em face da frieza dos factos da natureza; é um valor auto-suficiente e auto-referente, mas é nosso e no fundo só assim faz sentido.

Aconselha-se vivamente a leitura. Chora-se que nem uma madalena, mas sai-se da história mais humano. Sim, a boa literatura também nos faz reagir como se fossemos meros espectadores de uma novela de segunda, mas dá-nos muito mais. Dá-nos, por exemplo, uma visão sobre a nossa humanidade, sobre a nossa individualidade; o nosso lugar nas coisas e no mundo; e eleva-nos. Para os que não gostam de pensar em ficção científica como boa literatura, dêem um saltinho ao link e leiam o conto para perceber porquê. 

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